Batalha das Estações: Outono

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É difícil deixar para trás o verão. Enquanto a primavera é sinônimo de crescimento e vitalidade, o outono é imediatamente associado com a chegada do frio e da deterioração;  enfrentamos  as frias manhãs com protesto e querendo adiar a hora de  levantar, enquanto sonhamos com as noites aprazíveis de ontem.

Vitaminas de abacate são rapidamente trocadas por grandes e gordos croissants, e até uma fritura agora parece plausível. As batidas de frutas são guardadas, relegadas pelo sabor envolvente do chocolate e do vinho Merlot. Usar roupas de baixo térmicas agora passa a ser uma verdadeira possibilidade.

E, como a hibernação toma conta de nós, passamos a ser sustentados por um banquete de novas temporadas de programas de televisão, como Master Chef e outros do tipo, servindo suas receitas familiares para ficarmos confinados e no aconchego do sofá. Por que você pensaria em sair? Resposta: para as compras de Natal. Enquanto assistimos celebridades de terceira linha brincando no gelo, somos empurrados para uma guerra de atrito, uma barreira de propaganda criada para nos fazer perder o controle sobre a nossa frugalidade festiva. Em um piscar de olhos já estaremos beliscando tortinhas.

É nisso que reside a mágica do outono, repleto de distrações sazonais. O Dia das Bruxas (Halloween), por exemplo, nos dá a chance de dilacerar abóboras e praticar extorsão na vizinhança, seguido da Noite de Guy Fawkes, uma celebração anual do terrorismo medieval. O que poderia servir mais para a nossa distração do que bonecos queimando e um pouco de vinho quente?

Por último, um novo calendário esportivo está a todo o vapor, renovando o nosso amor por tudo que é atlético.

Este é o outono: a terceira perna de uma corrida de revezamento, uma estação que percorre alguns metros difíceis com graça e modéstia. Passar o bastão nunca é fácil, mas a competição pela medalha na Batalha das Estações está praticamente garantida.

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Sobre o Colunista:

Edwin Freeman

Ed, inglês de 37 anos, vive em São Paulo desde 2008. É escritor, tradutor e especialista em branding internacional. Sendo pai de dois brasileirinhos, Willoughby e Jasper, ele passa grande parte de seu tempo lhes ensinando os méritos do golfe, rúgbi e críquete.

1 Comentário

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