{"id":16866,"date":"2017-11-24T09:16:55","date_gmt":"2017-11-24T09:16:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bbmag.co.uk\/?p=16866"},"modified":"2017-11-22T14:20:40","modified_gmt":"2017-11-22T14:20:40","slug":"dancas-e-ritmos-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/dancas-e-ritmos-nordeste\/","title":{"rendered":"Dan\u00e7as e ritmos do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p><em>Os ritmos e dan\u00e7as formam um cap\u00edtulo \u00e0 parte quando se fala de Nordeste, tamanha \u00e9 a riqueza cultural e a variedade de diferentes tradi\u00e7\u00f5es que a regi\u00e3o apresenta.<\/em><\/p>\n<p>Conhe\u00e7a mais sobre algumas das principais manifesta\u00e7\u00f5es populares nordestinas que contemplam de rituais hist\u00f3ricos a significados simb\u00f3licos.<\/p>\n<p><strong>Bai\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Com seu ritmo bin\u00e1rio e suas melodias marcantes ao som da sanfona, do agog\u00f4 e do tri\u00e2ngulo, o g\u00eanero influencia compositores at\u00e9 os dias de hoje. Sua dan\u00e7a \u00e9 coreografada aos pares, que desenvolvem os passos conhecidos como balanceios, passos de calcanhar, ajoelhar e rodopio. As mulheres usam vestidos de chita adornados com babados nas saias, generosos decotes e sand\u00e1lias com muitas cores. J\u00e1 os homens usam cal\u00e7as claras de brim, camisas simples e sand\u00e1lias de couro cru.<\/p>\n<p><strong>Capoeira<\/strong><\/p>\n<p>A capoeira \u00e9 uma express\u00e3o cultural que ritualiza movimentos de artes marciais, jogos e dan\u00e7a, chegou ao Brasil no s\u00e9culo 16 com os escravos africanos, principalmente para os Estados da Bahia e Pernambuco. Marcada pela intera\u00e7\u00e3o dos participantes que se revezam aos pares em um grande c\u00edrculo onde elaboram acrobacias, rasteiras e chutes, a capoeira \u00e9 organizada em rodas sempre ao som da m\u00fasica de berimbaus, do canto e das palmas em um ritual que se tornou popular por todo o Pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Frevo<\/strong><\/p>\n<p>Maior atra\u00e7\u00e3o do carnaval pernambucano, o frevo \u00e9 uma dan\u00e7a coletiva que se caracteriza pela marcha de ritmo sincopado, violento e fren\u00e9tico que se desenvolve em meio \u00e0 multid\u00e3o at\u00e9 \u201cferver\u201d. Seu s\u00edmbolo \u00e9 o guarda-chuva, que serve para manter o equil\u00edbrio dos passistas. O mais curioso \u00e9 que a coreografia dessa dan\u00e7a de multid\u00e3o na verdade \u00e9 individual. Seus foli\u00f5es dan\u00e7am de modos diversos e s\u00e3o raros aqueles que fazem gestos iguais, garantindo sempre um espet\u00e1culo muito divertido.<\/p>\n<p><strong>Maracatu<\/strong><\/p>\n<p>O maracatu tem origem africana, nas cerim\u00f4nias de coroa\u00e7\u00e3o dos reis do Congo, como ritual de demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a e poder. O ritmo \u00e9 marcado apenas com percuss\u00e3o, produzindo aquilo que chamam de &#8220;baque virado&#8221;, que instiga \u00e0 dan\u00e7a. De not\u00f3ria import\u00e2ncia hist\u00f3rica, a manifesta\u00e7\u00e3o foi s\u00edmbolo da resist\u00eancia negra no Brasil. Atualmente est\u00e1 bastante presente no carnaval pernambucano.<\/p>\n<p><strong>Reisado<\/strong><\/p>\n<p>De origem portuguesa e muito praticado no Piau\u00ed, o reisado tem esse nome porque \u00e9 festejado na v\u00e9spera do tradicional Dia de Reis. Entre 24 de dezembro e 06 de janeiro, um grupo formado por m\u00fasicos, cantores e dan\u00e7arinos v\u00e3o de porta em porta anunciando a chegada do Messias e fazendo louva\u00e7\u00f5es aos donos das casas por onde passa. Os temas de seu enredo variam entre amor, guerra, religi\u00e3o e outros. Sua apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 composta de v\u00e1rias partes e tem personagens como o rei, o mestre, o contramestre, figuras e moleques, sempre acompanhados por instrumentos como a sanfona, o ganz\u00e1, a zabumba, o tri\u00e2ngulo e o pandeiro.<\/p>\n<p><strong>Cateret\u00ea<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m chamado de catira, o cateret\u00ea \u00e9 uma dan\u00e7a de origem ind\u00edgena bastante usada pelo Padre Anchieta que, em sua catequese, traduziu para a l\u00edngua tupi alguns textos cat\u00f3licos enquanto os \u00edndios dan\u00e7avam e cantavam trechos religiosos. Os trajes usados s\u00e3o as roupas comuns do dia a dia. A dan\u00e7a varia de acordo com a regi\u00e3o, mas geralmente s\u00e3o duas fileiras formadas por homens de um lado e mulheres do outro, que batem o p\u00e9 ao som de palmas e violas, com melodias cantadas pelos violeiros.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Congada<\/strong><\/p>\n<p>Presente em diversos Estados, a congada tem origem no catolicismo e nas hist\u00f3rias do povo africano, como a do rei de Angola, Gola B\u00e2ndi. Sua apresenta\u00e7\u00e3o dramatiza uma prociss\u00e3o de escravos feiticeiros, capatazes, damas de companhia e guerreiros que levam a rainha e o rei at\u00e9 a igreja, onde s\u00e3o coroados. Durante o cortejo, ao som de violas, atabaques e reco-recos, os participantes realizam dan\u00e7as com movimentos que simulam uma guerra.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Coco<\/strong><\/p>\n<p>Dan\u00e7a de origem africana e t\u00edpica do Estado de Alagoas, o coco se espalhou por todo o Nordeste recebendo nomes e formas de coreografias diferentes. \u00c9 cantado e acompanhado pela batida dos p\u00e9s ou pela vibra\u00e7\u00e3o do patear dos cavalos. O mestre ou o tocador de coco entoa as cantigas cujo refr\u00e3o \u00e9 respondido pelos cantadores.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Xaxado<\/strong><\/p>\n<p>Dan\u00e7a popular do sert\u00e3o, o xaxado teve o nome dado devido ao som do ru\u00eddo que as sand\u00e1lias dos cangaceiros faziam ao arrastarem sobre o solo durante as comemora\u00e7\u00f5es nos momentos de gl\u00f3ria do grupo de &#8220;Lampi\u00e3o&#8221;, considerado o &#8220;Rei do Canga\u00e7o&#8221;. Dan\u00e7ado originalmente s\u00f3 por homens, com letras sat\u00edricas e o compasso forte marcado pela batida de um rifle no ch\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Maculel\u00ea <\/strong><\/p>\n<p>T\u00edpico da Bahia, o maculel\u00ea surgiu no per\u00edodo colonial para comemorar a boa fase de colheita \u00c9 executada por homens que dan\u00e7am e cantam sob o comando de um mestre chamado &#8216;macota&#8217;, respondendo em coro ao som de bast\u00f5es, atabaques, pandeiros e violas.<\/p>\n<p><strong>Forr\u00f3<\/strong><\/p>\n<p>O forr\u00f3 at\u00e9 hoje suscita controv\u00e9rsias a respeito da origem do seu nome: alguns estudiosos dizem que remete ao termo africano \u201cforrobod\u00f3\u201c, que significa festa, bagun\u00e7a; j\u00e1 outros a atribuem aos lend\u00e1rios bailes \u201cFor All\u201d (para todos), promovidos pelos engenheiros ingleses aos oper\u00e1rios nordestinos que trabalhavam na constru\u00e7\u00e3o da estrada de ferro Great Western no in\u00edcio do s\u00e9culo 20. Mas o que importa \u00e9 saber dan\u00e7ar. O dois-pra-l\u00e1-dois-pra-c\u00e1 ao toque da zabumba, do tri\u00e2ngulo e da sanfona se tornou t\u00e3o popular que seu nome virou sin\u00f4nimo de arrasta-p\u00e9, ou seja, um bail\u00e3o onde se dan\u00e7a de tudo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ritmos e dan\u00e7as formam um cap\u00edtulo \u00e0 parte quando se fala de Nordeste, tamanha \u00e9 a riqueza cultural e a variedade de diferentes tradi\u00e7\u00f5es que a regi\u00e3o apresenta. Conhe\u00e7a mais sobre algumas das principais manifesta\u00e7\u00f5es populares nordestinas que contemplam de rituais hist\u00f3ricos a significados simb\u00f3licos. 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