{"id":18146,"date":"2018-07-09T13:44:33","date_gmt":"2018-07-09T12:44:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/?p=18146"},"modified":"2018-07-09T13:44:33","modified_gmt":"2018-07-09T12:44:33","slug":"a-regiao-norte-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/a-regiao-norte-do-brasil\/","title":{"rendered":"Dan\u00e7as e ritmos do Norte"},"content":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o Norte do Brasil, muito rica culturalmente, tem como importante caracter\u00edstica a presen\u00e7a dos povos ind\u00edgenas nativos. Sua cultura tribal \u00e9 muito ritual\u00edstica, voltada para o m\u00edstico e o divino, para o culto aos elementos e \u00e0s divindades da natureza. Al\u00e9m dos ind\u00edgenas, os negros descendentes dos africanos tamb\u00e9m t\u00eam forte influ\u00eancia na regi\u00e3o. Suas dan\u00e7as ritmadas pelo som dos tambores e a grande preocupa\u00e7\u00e3o em dar continuidade e import\u00e2ncia da fam\u00edlia negra, trazem a marca das dan\u00e7as tribais africanas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos ind\u00edgenas e africanos, houve a mistura com tradi\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios europeus, religiosas ou n\u00e3o religiosas. Da fus\u00e3o ou coexist\u00eancia de tra\u00e7os desses povos nasceram diversas dan\u00e7as. N\u00f3s escolhemos alguns dos mais interessantes exemplos para apresentar a voc\u00eas, nossos leitores, como essa express\u00e3o do corpo foi e \u00e9 muito importante para a cultura brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Boi-Bumb\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma vertente do Bumba Meu Boi, muito praticado no Brasil, uma das mais antigas formas de distra\u00e7\u00e3o popular. Foi introduzido pelos colonizadores europeus, correspondendo \u00e0 primeira express\u00e3o de teatro popular brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O <strong>Festival de Parintins<\/strong> \u00e9 um dos maiores respons\u00e1veis pela divulga\u00e7\u00e3o cultural do Boi-Bumb\u00e1, realizado desde 1913. No <em>Bumb\u00f3dromo<\/em> apresentam-se as agremia\u00e7\u00f5es Boi Garantido (vermelho) e o Boi Caprichoso (azul), sendo destinadas a elas tr\u00eas horas para cada apresenta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o tr\u00eas noites de apresenta\u00e7\u00e3o, nas quais s\u00e3o abordados, atrav\u00e9s das alegorias e encena\u00e7\u00f5es, aspectos regionais, como lendas, rituais ind\u00edgenas e costumes dos ribeirinhos. Todos os anos, aproximadamente 35 mil pessoas prestigiam essa manifesta\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Batuque<\/strong><\/p>\n<p>Tem origem no candombl\u00e9 e foi implantado na Amaz\u00f4nia na era Colonial, da mesma forma como nas demais prov\u00edncias e regi\u00f5es brasileiras. O batuque \u00e9 a denomina\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica dada pelos portugueses para toda e qualquer dan\u00e7a de negros ou qualquer dan\u00e7a de tambor de car\u00e1ter religioso ou n\u00e3o. No Par\u00e1, Amap\u00e1 e Amazonas, \u00e9 a denomina\u00e7\u00e3o comum para os cultos afro-brasileiros. No Amap\u00e1, o batuque assume rituais miscigenados, praticados na comunidade do Curia\u00fa e em outras de origem negra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bang\u00fc\u00ea ou Dan\u00e7a dos Engenhos<\/strong><\/p>\n<p>Criada pelos escravos africanos que habitavam a Ilha de Maraj\u00f3 e o munic\u00edpio de Camet\u00e1, a dan\u00e7a folcl\u00f3rica surgiu nos engenhos chamados bangu\u00ea (engenho de a\u00e7\u00facar, em dialeto africano). Os movimentos exagerados da dan\u00e7a se devem \u00e0 imita\u00e7\u00e3o das ondula\u00e7\u00f5es feitas pela espuma do tacho, onde se preparava o mel de cana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Camale\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Pares separados fazem uma coreografia com passos distintos, chamados de\u00a0<strong>jornadas<\/strong>. S\u00e3o duas fileiras de mulheres e homens, realizando diversos passos, os quais terminam no passo inicial. As roupas tamb\u00e9m s\u00e3o importantes; os homens usam fraque de abas, colete, meias longas, gravata e sapato preto. J\u00e1 para as mulheres, a vestimenta \u00e9 composta por saias longas, meias brancas, sapatos e blusas folgadas. A m\u00fasica que embala os dan\u00e7arinos vem do viol\u00e3o, cavaquinho e rabeca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Carimb\u00f3<\/strong><\/p>\n<p>O nome da dan\u00e7a \u00e9 de origem ind\u00edgena, com os nomes Curi, que significa pau oco, e M&#8217;b\u00f3, que significa furado. Os homens devem trajar uma cal\u00e7a curta no estilo pescador e uma camisa que contenha estampas. As mulheres utilizam uma saia rodada e com estampas, uma blusa, colares e flores presas aos cabelos. Os dan\u00e7arinos a executam com os p\u00e9s no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Os homens batem palmas para as dan\u00e7arinas e isso \u00e9 o ind\u00edcio de que elas est\u00e3o sendo chamadas para dan\u00e7ar tamb\u00e9m. Em forma de roda, as mulheres balan\u00e7am a saia para que ela atinja a cabe\u00e7a de seu parceiro. O ato \u00e9 realizado no intuito de humilhar o homem para que ele saia da dan\u00e7a. Um dos momentos mais importantes ocorre quando cada casal vai para o centro da roda e o homem deve apanhar um len\u00e7o com a boca, que foi jogado no ch\u00e3o pelo seu par. Se o feito for satisfat\u00f3rio, ele recebe aplausos. Caso ele n\u00e3o consiga, a mulher joga a saia em seu rosto e ele deve sair da dan\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Lundu Marajoara<\/strong><\/p>\n<p>Tem origem africana e \u00e9 muito sensual, pois a inten\u00e7\u00e3o dela \u00e9 mostrar o convite do homem para ter um encontro sexual com a mulher. Primeiro, h\u00e1 uma recusa; por\u00e9m, ele insiste e ela aceita. A\u00a0 Lundu Marajoara\u00a0mostra o ato com o passo da umbigada, quando acontecem movimentos de dan\u00e7a mais sensuais. As mulheres utilizam saias coloridas e blusas rendadas. J\u00e1 os homens vestem cal\u00e7as de prefer\u00eancia na cor branca. Essa dan\u00e7a tamb\u00e9m recebe a ajuda de instrumentos como o banjo, cavaquinho e clarinete.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Marujada<\/strong><\/p>\n<p>A dan\u00e7a \u00e9 uma homenagem a\u00a0S\u00e3o Benedito\u00a0e acontece em tr\u00eas ocasi\u00f5es: Natal, dia de S\u00e3o Benedito e no dia 1\u00ba de janeiro. Os homens e mulheres que participam recebem o nome de marujos e marujas. Eles bailam pela cidade, reproduzindo o gesto de um barco na \u00e1gua. As mulheres ordenam a dan\u00e7a e os homens participam com os instrumentos musicais, como tambores e violinos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pretinha d\u2019Angola <\/strong><\/p>\n<p>A dan\u00e7a das pretinhas de Angola foi trazida por escravos de Angola que se estabeleceram nas proximidades do Rio Tapaj\u00f3s, mais precisamente no munic\u00edpio de Santar\u00e9m. Essa dan\u00e7a foi muito cultivada quando as escravas africanas e suas descendentes reuniam-se na pra\u00e7a matriz, em frente \u00e0 igreja, para a interpreta\u00e7\u00e3o dessa bel\u00edssima manifesta\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica. De um modo geral, a forma\u00e7\u00e3o para a dan\u00e7a \u00e9 de c\u00edrculo. \u00c9 exclusivamente dan\u00e7ada por mulheres.<\/p>\n<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o Norte do Brasil, muito rica culturalmente, tem como importante caracter\u00edstica a presen\u00e7a dos povos ind\u00edgenas nativos. Sua cultura tribal \u00e9 muito ritual\u00edstica, voltada para o m\u00edstico e o divino, para o culto aos elementos e \u00e0s divindades da natureza. Al\u00e9m dos ind\u00edgenas, os negros descendentes dos africanos tamb\u00e9m t\u00eam forte influ\u00eancia na regi\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"read-more\"><a href=\"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/a-regiao-norte-do-brasil\/\" title=\"Saiba mais\">Saiba mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":38,"featured_media":18144,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[71],"tags":[282,386,387,385],"class_list":{"0":"post-18146","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-danca","8":"tag-brasil","9":"tag-cultura","10":"tag-danca","11":"tag-norte"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/MA_Bumba_BoideGuimaraes_Edgar_Rocha_2-740x494.jpg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18146","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/38"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18146"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18146\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18144"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}