{"id":27710,"date":"2021-07-21T10:00:12","date_gmt":"2021-07-21T09:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/?p=27710"},"modified":"2021-07-28T14:27:24","modified_gmt":"2021-07-28T13:27:24","slug":"marisa-monte-conversa-com-exclusividade-com-a-bbmag","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/pt-br\/marisa-monte-conversa-com-exclusividade-com-a-bbmag\/","title":{"rendered":"Marisa Monte conversa com exclusividade com a BBMag"},"content":{"rendered":"<p><em>A cantora Marisa Monte, ganhadora de quatro pr\u00eamios Grammy Latino, entre diversos outros, concedeu uma entrevista exclusiva \u00e0 BBMag<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 uma semana de ter lan\u00e7ado seu novo \u00e1lbum \u201cPortas\u201d, Marisa Monte nos contou sobre sua inf\u00e2ncia, influ\u00eancias, processo criativo durante a pandemia, projetos e muito mais. Confira esse bate-papo!<\/p>\n<p><strong>BBMag:<\/strong> Primeiro que tudo, Marisa, obrigado pela sua disponibilidade. Nossa revista \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o somente de conte\u00fado positivo, n\u00e3o falamos de desgra\u00e7as, a gente fala s\u00f3 de coisas boas, um lado mais alegre e brilhante de tudo.<\/p>\n<p><strong>Marisa:<\/strong> Adorei isso! N\u00e3o est\u00e1 faltando mais nada disso (desgra\u00e7as) no mundo!<\/p>\n<p><strong>BBMag:<\/strong> Conta pra gente um pouquinho sobre voc\u00ea, sua fam\u00edlia, onde nasceu e cresceu&#8230;<\/p>\n<p><strong>Marisa:<\/strong> Sou carioca. Nasci no Rio de Janeiro, cresci e estudei aqui. Comecei a me interessar por m\u00fasica na inf\u00e2ncia e com 14 anos j\u00e1 estudava m\u00fasica, quando os amigos da escola come\u00e7aram a pedir pra cantar pra eles e, de l\u00e1 pra c\u00e1, meus amigos seguem pedindo e eu sigo cantando (rs). Estudei canto fora (It\u00e1lia) dos 18 aos 19, e na minha volta me tornei conhecida muito r\u00e1pido, lan\u00e7ando meu primeiro \u00e1lbum aos 20 anos. S\u00e3o 34 anos de carreira j\u00e1, com muitos discos, colabora\u00e7\u00f5es, turn\u00eas, shows e muitas m\u00fasicas que n\u00e3o s\u00e3o mais minhas, que j\u00e1 fazem parte da vida das pessoas, que est\u00e3o a\u00ed no mundo, que j\u00e1 foram muito al\u00e9m da minha presen\u00e7a f\u00edsica, ocupando espa\u00e7os onde eu nunca poderia estar.<\/p>\n<p><strong>BBMag:<\/strong> De onde surgiu a sua \u201cveia art\u00edstica\u201d? Quais foram as suas principais influ\u00eancias?<\/p>\n<p><strong>Marisa:<\/strong> Eu estudei m\u00fasica em Roma durante um ano. Mas eu nasci em uma casa onde meu pai gostava muito de m\u00fasica, ele comprava muitos LPs e era conectado ao Departamento Cultural da Portela e fazia parte do grupo de jovens que valorizava a cultura popular aqui no Rio e cultuavam o samba, que \u00e9 a principal forma de express\u00e3o aqui do Rio de Janeiro. Ent\u00e3o eu cresci em uma casa portelense, uma casa em que se ouvia muita m\u00fasica brasileira. Cresci conhecendo e valorizando esses grandes mestres: Cartola, Nelson Cavaquinho, Candeia, Paulinho da Viola, Clara Nunes, Beth Carvalho, al\u00e9m de Elis Regina, Caetano, Gil e algumas coisas de jazz, m\u00fasica cl\u00e1ssica&#8230; E a partir da adolesc\u00eancia fui buscando meus pr\u00f3prios caminhos, fiz muitas pesquisas em sebos, em cole\u00e7\u00f5es de amigos, edi\u00e7\u00f5es raras&#8230; Estamos falando de LPs, n\u00e3o existia ainda os CDs. Me interessei pela m\u00fasica brasileira dos anos 20, 30, 40, 50, em um per\u00edodo pr\u00e9-bossa nova. Estudei de uma forma autodidata. E junto com isso, toda a informa\u00e7\u00e3o da minha gera\u00e7\u00e3o, as coisas que se ouviam pelo mundo: Bob Marley, Steve Wonder, Beatles, Rolling Stones, Janis Joplin. Sendo brasileira, desse pa\u00eds enorme, com tantas vertentes culturais diferentes, \u00e9 muito dif\u00edcil destacar somente um estilo porque cada parte do Brasil tem uma m\u00fasica pr\u00f3pria interessante. \u00c9 um pa\u00eds muito diverso culturalmente e muito misturado tamb\u00e9m. A gente tem essa caracter\u00edstica antropof\u00e1gica de absorver caracter\u00edsticas externas, procesar internamente e transformar em estilos originais aqui dentro. Cresci em um pa\u00eds onde tem samba-rock, samba-funk, samba-jazz, bossa nova,\u00a0 samba-reagge, soul-brasileiro, ent\u00e3o eu destacaria como minhas principais influ\u00eancias culturais a mistura e a diversidade. E acho que a minha m\u00fasica reflete isso.<\/p>\n<p><strong>BBMag:<\/strong> O Brasil \u00e9 um pa\u00eds t\u00e3o grande e as pessoas \u00e0s vezes n\u00e3o entendem que cada regi\u00e3o tem a sua caracter\u00edstica t\u00edpica e tradicional.<\/p>\n<p><strong>Marisa:<\/strong> O que ficou famoso sobre o Brasil no mundo eram as coisas produzidas no Rio de Janeiro, que era o grande porto pro mundo e a capital at\u00e9 os anos 60. Da\u00ed o samba ter representado o Brasil no mundo e a bossa nova tamb\u00e9m! Mas se voc\u00ea viajar pelo pa\u00eds, vai ver coisas incr\u00edveis: o forr\u00f3, o xote, o xaxado, muitos estilos que s\u00e3o t\u00e3o importantes e t\u00e3o interessantes e originais quanto. Tamb\u00e9m \u00e9 o caso da feijoada, representante da culin\u00e1ria brasileira pelo fato de que os estrangeiros chegavam pelo Rio,\u00a0 qualquer pessoa que viesse conhecer o Brasil entrava pelo Rio de Janeiro, ent\u00e3o alguns dos aspectos que temos aqui viraram sin\u00f4nimo de cultura brasileira.<\/p>\n<p><strong>BBMag:<\/strong> Voc\u00ea tem um estilo musical preferido ou gosta de uma mistura de tudo?<\/p>\n<p><strong>Marisa:<\/strong> Eu gosto de tudo! Me identifico como uma cantora tradicional, ligada \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o da can\u00e7\u00e3o e a m\u00fasica para ser cantada. M\u00fasica que tenha essa caracter\u00edstica de ter letra, melodia, poesia. A voz \u00e9 o \u00fanico instrumento que articula palavras. Sou dessa tradi\u00e7\u00e3o: a m\u00fasica para o canto.<\/p>\n<p><strong>BBMag:<\/strong> Hoje, com a pandemia, tem sido um momento incrivelmente dif\u00edcil para os artistas da ind\u00fastria musical em todo o mundo. Como isso afetou o seu trabalho?<\/p>\n<p><strong>Marisa:<\/strong> Quando come\u00e7ou a pandemia, eu n\u00e3o tinha nenhum show marcado,\u00a0 tinha feito meu \u00faltimo show em fevereiro, em Fortaleza, e j\u00e1 estava com repert\u00f3rio pronto pra entrar em est\u00fadio para gravar, ent\u00e3o naquele primeiro momento deu para absorver bem.. Nunca fiquei na minha vida profissional tanto tempo sem viajar, fazer show&#8230; Estava preparada pra gravar e lan\u00e7ar um \u00e1lbum no ano passado, mas, obviamente, n\u00e3o foi poss\u00edvel. Esperamos at\u00e9 novembro pra entrar no est\u00fadio, entendendo melhor os protocolos sanit\u00e1rios para n\u00e3o colocar ningu\u00e9m em risco, fazendo pequenos per\u00edodos de grava\u00e7\u00e3o, distanciamento, pequenos grupos.. Nesse per\u00edodo, fiz outras m\u00fasicas e gravei mais. Resolvemos arriscar e depois de gravar no Brasil fizemos uma sess\u00e3o remota em Nova Iorque, com meu amigo Arto Lindsen, que j\u00e1 produziu alguns discos meus e juntou uma banda na Rua 37 e coproduziu duas faixas comigo. Pelo Zoom, como estamos aqui. E deu super certo! A partir disso, seguimos misturando grava\u00e7\u00f5es presenciais no Rio, com grava\u00e7\u00f5es remotas em Lisboa, Madri, Los Angeles, mixamos em Nova Iorque, Los Angeles e Rio, continuando com o sistema h\u00edbrido, entre o remoto e o presencial. Tive que adaptar meu m\u00e9todo de produ\u00e7\u00e3o, ser mais criativa. O que mais afetou foi essa paralisia geral, e os mais prejudicados nem s\u00e3o os m\u00fasicos e sim os t\u00e9cnicos e pessoas que trabalham exclusivamente nisso. O impacto \u00e9 gigante em tudo que envolve encontro, audi\u00eancia, coletividade.<\/p>\n<p><strong>BBMag:<\/strong> Voc\u00ea tem uma longa carreira na ind\u00fastria musical que inclui quatro Grammy Latino. Como voc\u00ea consegue sustentar essa longevidade?<\/p>\n<p><strong>Marisa:<\/strong> Eu acho que mantendo o prazer naquilo que fa\u00e7o. Isso se imprime no trabalho, passa para as pessoas. Tendo a vontade de fazer coisas diferente e indo em busca de fazer coisas cada vez melhores. E muito trabalho! Seja um esfor\u00e7o criativo, intelectual, art\u00edstico e f\u00edsico tamb\u00e9m! \u00c9 isso. Mantendo o prazer, mantendo viva essa chama criativa. Quando vejo uma pessoa bem-sucedida, em qualquer \u00e1rea, sempre penso: \u201cEssa trabalha!\u201d<\/p>\n<p><strong>BBMag:<\/strong> Voc\u00ea est\u00e1 com um novo \u00e1lbum chamado \u201cPortas\u201d. Conta um pouco sobre ele pra gente.<\/p>\n<p><strong>Marisa:<\/strong> Essas can\u00e7\u00f5es eu vinha compondo nos \u00faltimos anos, entre turn\u00eas, encontros, outros projetos colaborativos que fiz, Tribalistas, discos ao vivo&#8230; Uma boa parte desse repert\u00f3rio tem entre 3 e 5 anos e algumas outras fiz durante a pandemia. E eu quis, de alguma maneira, conectar com afirma\u00e7\u00e3o nesse momento de tanto negacionismo, tanta negatividade, de tanto n\u00e3o pode. Queria propor uma pensata po\u00e9tica e musical sobre o que a gente quer. O que uniria as pessoas em valores positivos. \u00c9 um disco que fala muito de op\u00e7\u00f5es, oportunidades, da natureza, da intui\u00e7\u00e3o, da pr\u00f3pria m\u00fasica, da arte, do amor, dos valores que podem unir a maioria das pessoas\u00a0 para que a gente possa cruzar esse momento t\u00e3o dif\u00edcil e sair, l\u00e1 na frente, em um momento melhor, fortalecidos e unidos. Achei que n\u00e3o cabia fazer um cancioneiro reclamando sobre a realidade que a gente est\u00e1 vivendo. A internet virou um balc\u00e3o de reclama\u00e7\u00e3o, onde as pessoas despejam um monte de inseguran\u00e7a, insatisfa\u00e7\u00e3o, infelicidade e eu queria oferecer algo que est\u00e1 em falta, que \u00e9 justamente esperan\u00e7a, f\u00e9 no futuro. E um carinho, prazer est\u00e9tico, art\u00edstico. \u00c9 um disco que eu quis conectar com afirma\u00e7\u00e3o em vez da nega\u00e7\u00e3o. A gente j\u00e1 sabe o que n\u00e3o quer. O que a gente quer? O que pode afirmar como valor fundamental como humanidade, civiliza\u00e7\u00e3o? Ent\u00e3o \u00e9 isso: \u00e9 educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 cultura, \u00e9 o amor, a gentileza, a ci\u00eancia, o saber, a natureza, a intui\u00e7\u00e3o e as op\u00e7\u00f5es, as oportunidades, as escolhas que a gente sempre tem, n\u00e9? Sem negar esse momento hist\u00f3rico terr\u00edvel, trist\u00edssimo e dram\u00e1tico que a gente est\u00e1 vivendo, mas com um olhar mais otimista para o futuro, sabendo que a gente vai sair dessa. Aguardo ansiosamente por esse momento, tenho f\u00e9 no futuro. Meu olhar \u00e9 de esperan\u00e7a, de positividade.<\/p>\n<p><strong>BBMag:<\/strong> Voc\u00ea tem um f\u00e3-clube grande em Londres. Voc\u00ea tem planos de regressar com um show, ou com Tribalistas ou individualmente? Londres \u00e9 um mercado importante pra voc\u00ea?<\/p>\n<p><strong>Marisa:<\/strong> Claro! Certamente ser\u00e1 com um show meu, mas acho que s\u00f3 em 2022. Porque \u00e9 preciso muita seguran\u00e7a pra colocar uma equipe inteira na estrada, pegar avi\u00e3o, hotel, ir para v\u00e1rias cidades, pensa&#8230; Quero muito ir, adoro Londres, j\u00e1 passei dois meses estudando na cidade, adoro a Inglaterra. E assim que for poss\u00edvel, vamos nos organizar para ir cantar com o p\u00fablico, sejam brasileiros, ingleses ou de outras nacionalidades. Vai ser uma alegria pra mim!<\/p>\n<p><strong>BBMag:<\/strong> Uma \u00faltima mensagem para seus f\u00e3s de Londres!<\/p>\n<p><strong>Marisa:<\/strong> Um beijo grande pra todos, estou com saudades e espero que tudo isso passe logo pra gente poder se encontrar e cantar junto!<\/p>\n<p><strong>BBMag:<\/strong> Foi um prazer falar com voc\u00ea! Sucesso com o novo \u00e1lbum e espero que a gente possa ver seu show em breve!<\/p>\n<p><strong>Marisa:<\/strong> Muito obrigada!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-27687 size-large\" src=\"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/MM-Portas-Capa-1-e1626809442566-1024x514.jpg\" alt=\"\" width=\"702\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/www.bbmag.co.uk\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/MM-Portas-Capa-1-e1626809442566-1024x514.jpg 1024w, https:\/\/www.bbmag.co.uk\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/MM-Portas-Capa-1-e1626809442566-300x151.jpg 300w, https:\/\/www.bbmag.co.uk\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/MM-Portas-Capa-1-e1626809442566-1536x771.jpg 1536w, https:\/\/www.bbmag.co.uk\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/MM-Portas-Capa-1-e1626809442566-164x82.jpg 164w, https:\/\/www.bbmag.co.uk\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/MM-Portas-Capa-1-e1626809442566-768x386.jpg 768w, https:\/\/www.bbmag.co.uk\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/MM-Portas-Capa-1-e1626809442566.jpg 1894w\" sizes=\"(max-width: 702px) 100vw, 702px\" \/><\/p>\n<p>Cr\u00e9dito Foto: Leo Aversa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cantora Marisa Monte, ganhadora de quatro pr\u00eamios Grammy Latino, entre diversos outros, concedeu uma entrevista exclusiva \u00e0 BBMag H\u00e1 uma semana de ter lan\u00e7ado seu novo \u00e1lbum \u201cPortas\u201d, Marisa Monte nos contou sobre sua inf\u00e2ncia, influ\u00eancias, processo criativo durante a pandemia, projetos e muito mais. 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