O setor turístico foi um dos mais afetados pela pandemia de nível mundial – como serão as coisas daqui pra frente?
Os setores turístico e cultural foram os mais atingidos pelo isolamento prolongado na pandemia, principalmente porque dependem da movimentação constante de pessoas. Uma pausa total de meses é o suficiente para desestruturar todas as atividades desses ramos, o que, sem dúvida, é prejudicial para a economia em níveis muito altos. Com o relaxamento das medidas de isolamento, no entanto, alguns países europeus já começaram o processo de reabertura gradual do comércio, o que inclui pontos turísticos, hotéis e afins.

Mas como garantir que essa reabertura seja segura? Como manter o público a salvo se o maior problema do vírus é justamente a proximidade entre as pessoas? Bem, esse é um desafio global que, para ser vencido, precisará, acima de tudo, da consciência da população. As praias na Espanha, por exemplo, estão reabrindo para o verão com um controle de banhistas. Além disso, o governo pretende lançar um aplicativo que informa os turistas sobre a lotação das praias de determinada região, para que seja possível acompanhar em tempo real o movimento das pessoas. O foco espanhol estará nos turistas regionais, nos portugueses e nos franceses, ao contrário daqueles de outras partes do mundo, devido às restrições em voos.

O site da Comissão Europeia estipulou algumas orientações tanto para viajantes quanto para funcionários de diversos setores turísticos. Entre elas, destacam-se, novamente, as orientações da Organização Mundial da Saúde já mencionadas acima, além de informações a respeito de comportamentos em aeroportos, postos de fronteira entre outros lugares do gênero que, por sua vez, precisam manter uma higienização impecável, impedir o fluxo constante de pessoas, oferecer equipamentos de segurança para funcionários, remover bancos e mesas para evitar aglomerações e criar indicações visuais de distanciamento, como faixas adesivas coladas no chão.

Uma das maiores necessidades no bloco da União Europeia é justamente a união dos países para deliberar acerca do que ser feito. Já que não há como prever o futuro e saber o que acontecerá nos próximos meses, o melhor é preparar uma série de medidas gerais e de fácil adaptação, ainda mais se isso for realizado em conjunto, tendo em vista, principalmente, os países europeus que dependem mais do turismo.


