Latinos that Rock! Frida Kahlo

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Para este Latinos That Rock!, elegemos a mexicana Frida Kahlo, com uma vida fascinante tanto profissional quanto pessoal

Considerada uma mulher anos-luz à frente do seu tempo e inspirada pela cultura popular do seu país, a pintora retratou em suas obras muito do folclore, da arte popular e da natureza mexicana, além de inúmeros autorretratos. Seu trabalho só foi amplamente reconhecido e divulgado no final dos anos 70 e mais recentemente, no início dos anos 90, foi considerada como um ícone mexicano e acolhida como ídolo pelos movimentos feminista e LGBTQ+.

Nascida Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, em Coyoacán, no dia 6 de julho de 1907 na casa paterna, conhecida como A Casa Azul, faleceu em 13 de julho de 1954. Seu pai era um oficial nascido em Pforzheim, Alemanha: Carl Wilhelm Kahlo, quem ao chegar ao México em 1891, traduziu e adotou o “nome espanhol” de Guillermo Kahlo. A mãe, Matilde Gonzalez y Calderón, era uma fervorosa católica de origem indígena e espanhola.

Em 1925, aos 18 anos, Frida sofreu um grave acidente quando o ônibus onde estava se chocou com um trem. O para-choque de um dos veículos perfurou suas costas, causando fratura pélvica. Isso a deixou por vários meses no hospital, entre a vida e a morte, passando por várias operações para a reconstrução do corpo perfurado em diversas partes. Pelo resto da vida a pintora precisou usar diversos coletes ortopédicos. Alguns deles, inclusive, foram retratados nas suas obras, como o colete de gesso da tela intitulada A Coluna Partida. O acidente também a impossibilitou de levar a termo uma gravidez.

Conheceu seu grande amor, o muralista mexicano Diego Rivera, ao entrar para o Partido Comunista Mexicano, em 1928, e se casou com ele no ano seguinte. De 1930 a 1933, passaram a maior parte do tempo entre Nova Iorque e Detroit. Frida recebeu, por duas vezes, Leon Trotski em sua casa de Coyoacán, com quem, anos depois, teve um romance quando estava separada de Rivera. Diego aceitava abertamente os relacionamentos de Kahlo (que era bissexual) com mulheres, porém não os casos da esposa com homens. Diego manteve um relacionamento com Cristina, a irmã mais nova de Frida, fato descoberto por ela. Depois da reconciliação com o marido, Frida construiu ao lado da casa dele uma igual, ligadas por uma ponte. Viviam como marido e mulher, apesar de não morarem juntos. Seus encontros eram nas madrugadas, na casa dela ou na dele.


Frida tentou o suicídio diversas vezes. Quando foi encontrada morta em sua cama, já estava doente por muito tempo devido a uma forte pneumonia e, embora seu atestado de óbito registre a causa da morte como embolia pulmonar, a hipótese de ter morrido por uma overdose de remédios nunca foi descartada.
No diário que escrevia, estava a sua última anotação: “Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar – Frida”. Suas cinzas estão na casa onde viveu e que se transformou no Museu Frida Kahlo.


Pinturas e Curiosidades
As duas Fridas (1939), Autorretrato com colar de espinhos e beija-flor (1940), A coluna quebrada (1944), O veado ferido (1946), Autorretrato na fronteira entre México e os Estados Unidos (1932), Autorretrato com o cabelo solto (1947), Hospital Henry Ford (1932), Autorretrato como Tehuana (1943).

Entre diversas obras baseadas na sua vida citamos duas: o filme Frida Kahlo, natureza viva (1986), dirigido por Paul Leduc, que foi montado como se fosse uma colagem de recordações da pintora antes de sua morte; e o filme intitulado Frida (2002), narrando a história da pintora, que contou com a atriz Salma Hayek no papel de Frida e Alfred Molina, interpretando Diego Rivera.

A banda inglesa Coldplay lançou, em 2008, o álbum Viva la Vida or Death and All His Friends, inspirado em um quadro de Frida também intitulado Viva La Vida.

No Brasil, ela é citada pela cantora Adriana Calcanhotto na canção Esquadros (1992) e, além disso, ganhou um livro na coleção argentina Antiprincesas (2015).

Até o Google a homenageou, em 2010, criando um doodle estilizado do seu autorretrato.

Os quadros da famosa mexicana alcançaram cifras incríveis: em 2006, na Sotheby’s de Nova Iorque, Roots foi adquirido por 5,6 milhões de dólares. Já em 1939, em um leilão da Christie’s, também em Nova Iorque, o quadro que retrata duas mulheres nuas, Two Nudes in the Forest (The Land Itself), foi arrematado por oito milhões de dólares.

Essa seção é dedicada aos latinos considerados expoentes mundiais das artes, que enchem de orgulho nossos corações hispanos. Precisaríamos de muitas e muitas páginas para falar sobre todos eles, por isso a cada edição escolheremos apenas um, dando enfoque aos mais renomados em áreas específicas como música, dança, literatura, artes, escultura, pintura e cinema.

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Sobre o Colunista:

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