The National Health Service and the battle against Covid-19

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O NHS, sigla de National Health Service, o serviço de saúde pública do Reino Unido, e seu papel fundamental na luta contra a pandemia 

 

O NHS (National Health Service ou Serviço Nacional de Saúde, em português) é o sistema de saúde público do Reino Unido. Ele foi, em grande medida, responsável por influenciar a criação do SUS (Sistema Único de Saúde) no Brasil. O Reino Unido divide o NHS por país e cada unidade atua de maneira independente, ficando a cargo dos governos locais da Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales. O órgão é responsável por uma grande variedade de serviços de saúde que vão desde o atendimento primário até procedimentos mais complexos. 

Financiado de modo semelhante ao SUS, ou seja, pelos impostos gerais arrecadados da população, o NHS prevê cobertura universal para a população, sendo os únicos serviços não ofertados os odontológicos e oftalmológicos. Os países do Reino Unido têm uma população menor e um território limitado, por isso o alcance do NHS é muito mais eficiente que o serviço brasileiro, o que permitiu, em 2020, a rápida organização de todo o sistema para lidar com a pandemia da Covid-19. 

Segundo dados do próprio NHS, ao se analisar a genética do vírus, foi possível perceber que a vasta maioria dos primeiros casos no Reino Unido veio da própria Europa. Isso demonstra que o UK não conseguiu implantar medidas de vigilância e contenção logo no início da propagação do vírus, o que levou o país a enfrentar uma das crises sanitárias mais graves da sua história. 

Felizmente, para lidar com tudo isso, os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares e outros profissionais da área da saúde estavam bem preparados e enfrentaram o desafio com a cabeça erguida. Colocando a vida em risco, esses verdadeiros guerreiros superaram os obstáculos políticos e logísticos para salvar outras pessoas e merecem o devido reconhecimento, seja das autoridades ou da população. 

A batalha deles continua, no entanto – recentemente, foi anunciada a criação de centros de reabilitação para pacientes que sobreviveram ao vírus, mas tiveram sequelas. A primeira parte do programa vai compreender um portal online, onde pacientes podem se comunicar com médicos, para dar continuidade ao tratamento presencial. Dentre as sequelas, estão a grande fadiga, problemas renais, problemas de oxigenação no cérebro e no coração e outras que ainda não foram estudadas a fundo. O que se sabe com certeza é que esses profissionais ainda terão muito trabalho pela frente, o que significa mais dedicação e menos tempo com suas famílias. Por isso, lembre-se deles com carinho. 

O próprio primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou, ao ter alta após contrair o vírus, que os médicos do NHS salvaram sua vida. O político foi infectado no mês de abril e passou uma semana no hospital, sendo auxiliado, principalmente, por uma enfermeira da Nova Zelândia e um de Portugal. Esse episódio demonstra o quão importantes são aqueles que cuidam de nós quando nós mesmos não podemos fazê-lo, independentemente do status social. 

Além disso, é importante destacar também o papel dos pesquisadores, que trabalham incansavelmente para encontrar uma vacina e estudar os melhores métodos de tratamento no combate ao vírus. Recentemente, pesquisadores de universidades conceituadas do Reino Unido e do Brasil se uniram para um acordo mútuo de pesquisa científica, tendo como principal objetivo o desenvolvimento de uma vacina. 

Portanto, pense nesses profissionais que ficaram e continuam, há semanas, sem conseguir ver seus entes queridos da próxima vez que decidir sair sem máscara ou não seguir à risca os protocolos indicados pelos órgãos competentes. São esses profissionais que carregam, injustamente, o fardo quando não conseguem salvar alguém. Então mostre seu agradecimento e se proteja. 

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Sobre o Colunista:

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